quarta-feira, 31 de março de 2010

26 dias de vida e meu primeiro passeio


no dia 30 de março, meus pais me levaram para o meu primeiro passeio. e não podia ser diferente, foi o passeio predileto do papai: uma sessão de cinema!
a sessão é organizada por uma ONG que tem entre as fundadoras a alexandra, uma amiga da mamãe. é uma sessão toda diferente, as luzes ficam levemente acessas, o ar-condicionado não é tão frio, a sala tem trocador e tapetes de borracha. apesar de toda a preparação para bebês de até 18 meses, os filmes são para adultos e acontecem em diferentes salas - no site www.cinematerna.org.br tem a programação de salas e dos filmes exibidos. nós fomos assistir à “um sonho possível” no unibanco artplex do shopping frei caneca.
eu não entendi muito bem o filme, só sei que era de um garoto negro enorme que encontrou amor numa família que não era a dele e se tornou um atleta famoso.

depois do filme, várias mamães foram ao café com os seus bebês, fiz o maior sucesso, todas as mães queriam me pegar no colo e ao me devolverem pro meu pai diziam que eu sou a cara dele. no café conheci o jonas, filho da alexandra (amiga da minha mãe, uma das organizadoras do cinematerna), um morenão enorme, bem simpático.
adorei o clima do passeio, parece ser bem legal essa história de ver um filme em uma sala enorme com uma tela gigante.
é mágico você, por alguns instantes, viver em outra realidade, conhecer outros lugares do mundo e novas maneiras de ver a vida!

sexta-feira, 26 de março de 2010

minha primeira visita ao cacá, meu pediatra

as sextas-feiras estão se tornando dias especiais. a do dia 26 de março de 2010, foi muito bacana. foi o dia da minha primeira visita ao meu pediatra, o cacá.
depois das preparações usuais pra sair de casa - já estou até sacando quando esse momento chega, a mamãe põe uma roupa diferente das que usa nos dias que a gente não sai, o papai faz a barba como nos dias que ele fica fora um tempão, a bolsa onde ficam as minhas fraldas e roupas começa a ser vistoriada pela mamãe que põe, logo em seguida, o sling. pronto, já sei que vou a rua bater perna.
andamos um tempão de carro e chegamos em uma casa linda, toda colorida por fora e mais ainda por dentro. passamos por um portão e um jardim cheio de plantas. o papai e a mamãe tiraram os sapatos para entrar em uma sala lilás cheias de brinquedos, móbiles e fotos. o papai sentou no chão comigo e brincamos um tempão. foi tanto tempo que acabei usando a fralda e a mamãe me trocou em uma outra sala. logo depois, apareceu o cacá e lá fomos nós para uma outra sala cheia de brinquedos que também tinha um tapetão onde todo mundo ficou sentado comigo: a mamãe o papai e o cacá.
eles ficaram lá batendo papo. acho que estavam falando sobre mim, pois escutei meu nome várias vezes e entendi umas palavras que meus pais falam bastante pra mim, como mamar, dormir, cocô...
depois dessa conversa, o cacá me deu mais uma dose daquele negócio que tem um gosto ruim. chama vitamina K. acho que tem esse nome porque é o cacá que dá. pra tirar o gosto ruim, a mamãe me deu de mamar e mais uma vez fiz uso da fralda (pois é assim mesmo, cada mamada é seguida de uma troca de fralda). fomos ao banheiro que mais parecia um parque de diversão, cheio de luzinhas piscantes e outras coisas coloridas. lá, o pediatra me colocou em uma balança igual a que ele levou em casa quando nasci e também mediu a minha alturae o tamanho da minha cabeça. saquei que estava tudo bem, pois logo em seguida os três estavam sorrindo. eu me senti uma gigante: em menos de um mês, cresci 3 centímetros e engordei 200 gramas. nesse dia, estava com 53 centímetros e pesava 3,4 Kg.
o cacá nos presenteou com uma entrada para o cine materna. o papai ficou super feliz e me disse que é o passeio favorito dele!
fim do passeio. entramos no carro e fomos para a nossa casa. adorei conhecer um lugar colorido, cheio de tranquilidade e natureza como a casa do cacá. sei que vou voltar mais vezes e que toda vez que for lá vou descobrir algo novo. é um lugar gostoso de ir.

sábado, 20 de março de 2010

meu primeiro dia na rua – fazendo a mamãe feliz

hoje, fui com o papai levar a mamãe na dr. andréa. saímos cedo e andamos bastante de carro, gostei de ficar no bebê conforto curtindo o balanço do carro. a casa onde é o consultório é muito gostosa, tem uma sala com sofás onde o papai trocou minha fralda enquanto a mamãe estava na consulta. atrás dessa sala há um enorme jardim com piscina e diversas ervas identificadas com plaquinhas iguais às das plantas de casa. o papai também mostrou pra mamãe o jardim e falou das plaquinhas. elas são de um lugar delicioso chamado “sabor de fazenda” onde meus pais fizeram um curso quando eu ainda estava na barriga da mamãe. eles ensinam as pessoas a cultivar ervas e suas propriedades.
depois da consulta da mamãe fomos almoçar num lugar bem gostoso que fica ao lado da FNAC da pedroso de moraes chamado 62 graus. é um lugar único, tem a cara da mamãe e do papai, com coisas descoladas e bonitinhas que ela adora dar de presente e com comida vegetariana saborosa e bem elaborada. é lógico que a mamãe saiu de lá levando uns presentinhos e eu com a fralda cheia.
presentes pagos e fralda trocada fui fazer o meu segundo exame, o do pezinho, na apae. chegamos lá no meio da tarde e depois da mamãe dar o meu nome para a atendente esperamos uns dez minutos, foi bem rápido, e fui chamada para uma sala onde havia um moço todo de branco e com luvas me esperando. a mamãe me passou para o colo do papai, que conversou um pouco com o moço de branco, logo em seguida senti uma pontada no meu calcanhar que doeu tanto, mas tanto... que eu abri o maior berreiro. foi a maior dor que eu já tinha sentido na vida!
o papai me encheu de beijinhos e me devolveu para o colo da mamãe, me senti aliviada pois minha mãe me levou para fora da sala, bem longe do homen de branco que usava luvas.
saimos de lá e para ir conhecer a casa da vovó odete. ela mora perto de nós em uma casa bem gostosa com um quintal inteiro a minha espera pra eu correr e brincar bastante. assim que chegamos levei um susto.é que junto com a vovó mora um cachorro que ficou latindo muito alto e pulando no colo da minha mãe querendo me cheirar. acho que a mamãe não gostou muito disso. já o papai pareceu não se incomodar. o nome do cãozinho da vovó é dido. ele tem muito ciúme dela, ficou choramingando o tempo todo que a vovó ficou comigo no colo. mas eu gostei dele. ele é felpudo, tem as patas compridas e gosta de brincar com uma bolinha de tênis que só sobrou a borracha.
a vovó ficou muito contente em me receber na casa dela. serviu um bolo e café para o papai e pra mamãe e me segurou no colo um tempão.
o dia agitado com várias coisas me derrubou. cheguei em casa dormindo e só acordei para mamar, umas duas horas depois ;-)
mas adorei ficar batendo perna por aí. acho que vou ser igual a mamãe: vou gostar de uma rua!

terça-feira, 16 de março de 2010

as primeiras visitas em casa

desde a hora que eu nasci eu não parei de conhecer gente. na mesma noite eu já conheci a vovó zilda, o vovô tide, a tia mônica, o tio eduardo, a vovó odete, o tio leandro, a tia andrea e meu primo luca.
nas semanas seguintes veio um monte de gente, acho que eu nem lembro o nome de todo mundo, mas veio muita gente mesmo.... dá só uma olhada:































domingo, 14 de março de 2010

resgatando a mamãe

hoje tive um dia muito difícil.
foi logo cedo, quando a mamãe estava me amamentando, que as coisas começaram a ficar estranhas. a mamãe não estava se sentindo bem, estava com um sangramento que não parava e foi para o banheiro. como eu ainda estava com muita fome fiquei chorando para ela voltar logo, mas como ela não voltou o papai me levou até ela no banheiro e a mamãe começou a me dar de mamar sentada no vaso mesmo.

poucos minutos depois, eu nem estava satisfeita ainda, a mamãe deu um grito para o papai vir, achei estranho porque eu não tinha feito um cocozão ainda. o papai nem tinha chegado e eu senti a mamãe me soltando. assim que o papai me pegou ele me levou correndo para o meu quarto e voltou para o banheiro.

ele estava muito assustado deu para sentir na sua voz, ele gritava para a mamãe acordar: “cris!!! acorda!!! não faz isso comigo... acorda, fica comigo”. logo, ele saiu do banheiro com a mamãe no colo e a levou para a cama do quarto deles. em seguida, ele ligou para a doutora andrea. a mamãe parecia ter melhorado, ela telefonou para a vovó e pediu para que o vovô viesse para casa para ajudar o papai a levá-la para o hospital. como eu ainda não tinha entendido muito bem o que estava acontecendo comecei a chorar de novo e o papai me colocou na cama junto com a mamãe para que eu pudesse mamar mais um pouco.

no outro peito da mamãe estava um aparalhinho que tirava leite para uma garrafinha. acho que a intenção era deixar essa garafinha com a vovó para ela poder me alimentar enquanto a mamãe ia ao hospital. mas de modesta parte eu sou muito mais rápida que aquele aparelhinho. percebendo isso o papai e a mamãe desistiram da idéia e deixaram a garrafinha de lado.

como eu estava um pouco mais calma, ainda que não inteiramente satisfeita a mamãe foi se arrumar para poder ir ao hospital, dessa vez o papai foi junto para garantir que tudo ia ficar bem. mas não ficou.

assim que chegaram ao banheiro eu escutei um barulhão e o papai começou a gritar, como na primeira vez. escutei ele ligar para a dra. andrea de novo e dizer que a mamãe tinha desmaiado outra vez e que ela estava sangrando muito. aí sim entendi que a situação era grave. a mamãe estava perdendo sangue continuamente, sem parar, e já tinha desmaiado duas vezes. o papai ficou desesperado e tentou de tudo para conseguir um resgate rápido. ligou para o corpo de bombeiros, para o samu, para o hospital são luiz, para o bandeirantes ambulâncias e para o convênio médico. a melhor estimativa era de 90 minutos. o papai pediu a ambulância e tratou de cuidar da mamãe que estava deitada no chão do banheiro. eis que sem avisar chega o vovô, meio perdido sem saber o que fazer. o papai então passou as instruções para ele.

deu um rolo de sacos plásticos para o vovô forrar o banco do carro e depois subir e segurar o elevador no nosso andar.

assim que o vovô saiu, o papai me colocou no bebê conforto e em seguida tentou colocar a mamãe sentada em um banquinho, mas ela desmaiou mais uma vez. eu tratei de ficar quietinha e não chorar até tudo estar bem novamente com o papai calmo e a mamãe bem.

logo que a mamãe melhorou um pouco, o papai a colocou na cama e me levou até o carro para eu ficar com o vovô. fiquei sabendo depois que assim que o papai voltou encontrou a mamãe desmaiada novamente no banheiro, ela tinha tentado se levantar para se lavar e acabou desmaiando.

como a mamãe não ia conseguir ir andando até o elevador o papai pediu para o vovô subir comigo e esperar ele com o elevador parado no andar. só que o vovô tão atrapalhado e nervoso que estava esqueceu de segurar o elevador no nosso andar o papai ficou fulo da vida por ter que esperar o elevador voltar.

assim que o elevador voltou o papai me deixou no elevador com o vovô e veio buscar a mamãe na cama e descemos todos juntos para o carro. o papai estava tão nervoso que nem lembrou de calçar alguma coisa e acabou indo para o hospital descalço.

eu fui com o vovô na frente ao lado do papai que tava dirigindo. achei emocionante andar de carro, balançava bastante e eu acabei tirando um cochilo bem gostoso.

fiquei sabendo depois que o papai fez quase que o caminho todo na contra mão e que a mamãe ficou um tempão no hospital. eu fiquei dormindo o tempo todo e eles até me agradeceram depois, disseram que eu fiquei bem comportada o tempo todo.

pelo que eu entendi da conversa do papai com a vovó assim que chegamos em casa é que a mamãe, por ter uma coagulação rápida, ficou com um coágulo muito grande dentro do útero que acabou dificultando a contração que faria o útero parar de sangrar.

como o papai disse, foi uma verdadeira ironia do destino: nasci em casa e acabei fazendo meu primeiro passeio em um hospital, que era o que o papai não queria que eu conhecesse até ficar grande, até mesmo nunca, mesmo sabendo que isso seria quase impossível.



domingo, 7 de março de 2010

meu primeiro dia

por ter nascido à noite, eu nunca tinha visto a luz do dia.

assim que o quarto da minha mãe, que foi onde nasci, começou a ficar diferente eu logo dei uma resmungada, aquela luminosidade era muito estranha pra mim. o papai me pegou e me colocou deitada em cima do peito dele, só então que percebi como o peito do papai é peludo, foi quando eu escutei um som bem familiar era como o som que eu escutava antes de sair da barriga da mamãe. o papai me explicou que era o som do coração. adorei escutar, fiquei bem calminha e comecei a apreciar a luz forte que começava a surgir na janela. era muito brilhante e com um tom branco amarelado. achei lindo!


nesse primeiro dia, o cacá, o pediatra, veio me visitar de novo e me deu uma dose de vitamina k e ainda ensinou algumas coisinhas para o papai e para a mamãe: posições para eu mamar, a me enrolar no cueiro e a dar banho de balde. esse banho, aliás, foi demais, é uma delicia estar toda enrolada e segura dentro da água quente, me senti novamente dentro do útero da mamãe, muito gostoso!

sábado, 6 de março de 2010

o dia que eu nasci começou cedo...

...ainda de madrugada, a mamãe acordou sentindo dores. era uma dorzinha como uma cólica. algumas horas depois, lá pelas 6h da manhã, a mamãe viu que tinha sangrado um pouco, um sangramento bem escuro. ela resolveu esperar um pouco para ligar para a dr. andréa campos e voltou para a cama pra dormir mais um pouquinho. por volta das 9h, a mamãe ligou para a médica que disse que o sangramento era o rompimento do tampão mucoso e que poderia levar horas ou dias até o parto.
como a data estimada para a minha chegada era dia 15 de março a mamãe ficou bem tranquila, mas como não se sentia disposta resolveu não ir trabalhar.

lá pela 14h depois de a mamãe ter sentido mais umas duas ou três contrações o papai resolveu ligar para a doula, a cristina balzar, que passou algumas instruções para o meu pai de como aliviar as dores da mamãe e pediu para marcar os intervalos das contrações. se eles caíssem para quatro minutos era para avisá-la e irmos para a maternidade.
enquanto isso, a mamãe ligou para a vovó zilda e pediu pra ela levar a malinha da maternidade em casa mais tarde, para que ela pudesse arrumá-la.
até então as contrações estavam vindo com um pouco mais de uma hora de intervalo, mas mais ou menos às 17h, o intervalo baixou para vinte minutos. papai e mamãe se mantiveram muito calmos o tempo todo, mas eu já sabia que a hora estava perto.
uma hora depois papai marcou um intervalo de cinco minutos e achou melhor ligar novamente para a doula que, percebendo que a mamãe estava bem incomodada com as dores, recomendou que ela entrasse debaixo do chuveiro para ajudar a relaxar e diminuir as dores. papai providenciou um banquinho e entrou junto com a mamãe no chuveiro.
nesse momento, o papai percebeu que o relógio de ponteiro já não estava dando conta da medição dos intervalos das contrações e resolveu apelar para a tecnologia de ponta: pegou o garmin, um relógio esportivo digital, e começou a medir os intervalos das contrações. foi quando toumou um susto.
quase uma hora depois de entrar no chuveiro, e ainda lá, a mamãe continuava a sentir fortes dores, e o papai resolveu ligar para a doula mais uma vez, pois as contrações estavam agora com intervalos de dois minutos e meio à três. era eu já querendo receber beijos e abraços dos meus pais!
foi exatamente durante essa ligação, com contrações a cada dois minutos e meio, e com a mamãe no chuveiro berrando de dor, que apareceram em casa a vovó zilda o vovô tide e a tia mônica, com a malinha da maternidade em mãos.
papai, preocupado com a reação deles, não teve dúvida, saiu do chuveiro, colocou a cueca, abriu a porta e já foi logo dizendo “é o seguinte: a cris vai dar a luz em casa e eu não quero escutar uma palavra sobre isso. se quiserem entrem, sentem no sofá e fiquem quietinhos. vocês tem cinco segundos pra decidir!”. a tia mônica já foi logo entrando e dizendo “eu fico!”. papai largou a porta aberta e voltou correndo para o chuveiro com a mamãe e a cris doula ao no telefone, viu gente – a doula perguntou para a minha mãe se ela conseguia sentir alguma coisa ao colocar a mão na vagina. foi aí que senti um leve cutucão na cabeça e escutei a mamãe gritar “- tô sentindo, vai nascer! a barriga tá fazendo força sozinha! vai nascer!”.
diante dessa clara descrição do que estava acontecendo, a doula não teve dúvidas, pediu para o papai levar a mamãe até uma cama forrada com toalhas e deitá-la de lado e que recebesse com a mão quem chegasse primeiro, eu ou a equipe de parto!
com a equipe da dr. andréa a caminho, eu "arregacei as minhas manguinhas" e comecei a abrir o meu caminho. nessa hora, a mamãe achou que não ia aguentar e pediu para o papai dizer à dr. andréa que trouxesse o anestesista. um pouco mais lúcido que a mamãe, que tava louca de dor, papai explicou que não ia ser possível e que ela ia ter que aguentar. escutei ainda o papai dizendo no ouvido da mamãe que ela era forte, que ele acreditava nela, que tinha certeza que ela ia conseguir e que ia correr tudo bem. nessa hora a bolsa estourou e os meus pais que tinham até esquecido desse detalhe, levaram um baita susto.
já que não ia ser possível ter a anestesia, a mamãe pediu a ajuda das mãos fortes da vovó zilda. papai a chamou e a mamãe pegou na mão dela e não largou até eu chegar.
meia hora depois, lá pelas 18h30, a dr. andréa e a assistente chegaram e prepararam tudo direitinho para a minha chegada. pediram mais toalhas, sacos plásticos e azeite ao papai e colocaram um aparelho na barriga da mamãe que media o meu batimento cardíaco, que estavam em 145 bpm - o normal para um bebê.
aí, foi só cada um fazer a sua parte com muita dedicação e calma. a médica orientando a mamãe quando fazer e quando não fazer força e pedindo ao papai pra colocar o azeite de tempos em tempos no meu caminho. a mamãe fazendo força, o papai ajudando a mamãe segurando a perna dela e colocando o azeite na minha passagem a assistente aquecendo as toalhas e preparando todo a material e a doula tirando as fotos.
e eis que em meio a esse cenário chega aquele que mais tarde me tornaria amiga e fã: o pediatra cacá.
antes que todo mundo ficasse cansado, inclusive eu, decidi fazer junto com a mamãe um último e grande esforço. e... VOILÀ! pronto! às 20h56, cheguei ao mundo!
fui para as mãos do papai que logo tratou de descobrir que eu era uma menina e me colocou no colo da mamãe dizendo “amor temos uma filha, é uma mulher!”
fiquei no colo da mamãe um tempão, até tentei mamar, mas estava sem forças. assim que o cordão umbilical parou de pulsar, o papai o cortou. esse foi o momento que marcou o início da jornada da minha individualidade que, segundo o papai, é a mais linda e longa entre todas, pois nunca acaba e sempre nos surpreende com a nossa capacidade de superação.
assim que me separei da mamãe, o papai me entregou ao cacá para que ele pudesse, além de fazer uma avaliação geral, me pesar e me medir. o resultado foi 3.285 gramas nada distribuídos em 50 cm.

sexta-feira, 5 de março de 2010

diferente em tudo... igual o papai e a mamãe!

desde quando eu estava na barriga da minha mãe tudo acontecia de uma maneira diferente e inesperada.

surpreendi o papai e a mamãe, que ainda estavam preparando as coisinhas da festa de casamento deles, quando eu cheguei! foi uma delícia sentir os pulos de alegria deles quando viram o resultado do exame juntos na internet.

assim como eu surpreendi os meus pais eles decidiram fazer o mesmo com toda a família e os amigos.

a primeira pegadinha foi com meus avós e tios. eles foram convidados à irem em casa para saberem sobre a cerimônia do casamento. a mamãe distribuiu um evelope para cada um com o suposto "roteiro da cerimônia" que na verdade era uma cópia do resultado do exame de gravidez!
foi muito engraçado e gostoso sentir os pulos de alegria mais uma vez.

meus pais pediram segredo até o casamento porque eles iam contar para todo mundo ao mesmo tempo na festa!

e foi assim que aconteceu... a tia ilma filmou tudo:



papai e mamãe fizeram questão de não saberem se eu era uma menina ou menino e todo mundo teve que esperar eu chegar para saber.

quem sou?


oi! eu sou a laura catussatto alcerito roque, a primeira pessoinha a ser gerada pela cristina e pelo ricardo, os meus pais. sou a primeira pessoa da terceira geração da família lopes catussatto, vovó zilda e vovô tide estão muito orgulhosos de mim. e sou também a primeira neta da vovó odete, que tá adorando ter uma menina pra conversar.
eu nasci... ah... isso é outra história....